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terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Até já
Permitam-me que vos fale na 1ª pessoa e não em nome do meu Partido ou da lista que encabeçava. As reacções à votação do Bloco de Esquerda e ao nosso revés eleitoral já foram feitas. A análise das suas causas e os ensinamentos e tirar, seguirão dentro de momentos.A análise do que nos faltou fazer, enquanto Lista e equipa, também será feita
Aqui, e antes de dar por encerrado este espaço (seguramente que outros espaços de intervenção local, surgirão), umas palavras em meu nome pessoal:
Quando fui eleita, em 2005, para a AF da Pena, nunca tinha tido qualquer trabalho autárquico. Tudo era novo. Não me entusiasmava por aí além, resquícios de anos de militância noutras paragens e com outras prioridades, e confesso que me perguntava amiúde "onde raio é que me fui meter" e "isto serve para quê, alguém me diz?'.
Foram quatro anos intensos. Agitados, mas, sobretudo, muito gratificantes. Sentirei a falta.
Para além da preocupação com quem vai ficar no leme da minha Freguesia, sinto-me triste por sentir que interrompo um caminho...que não fui capaz de evitar que o Bloco interrompesse um caminho.
Os votos pertencem aos eleitores, não me canso de repetir. Disse-o na última AF, a que não se chegou a realizar, por inteira e exclusiva responsabilidade de todos os vencedores da noite de ontem, que em democracia se ganha e se perde...O Bloco perdeu e eu, como seu representante na Freguesia, também perdi.
Ficam-me duas certezas, que me servem, não de consolo, mas de estímulo: tenho a certza que em todos os que que conviveram comigo durante estes anos, "matei" o cliché que o Bloco é sempre opisição por ser oposição, que somos sectários, arrogantes, irrealistas, que não queremos resolver problemas nem apresentar soluções mas, apenas, fazer oposição. Ontem ouvi-o de todas as forças políticas e apesar das divergências e de, em parte dos casos, estarmos, claramente, e ter estado sempre, claramente, durante quatro anos, do "outro lado da barricada", soube-me bem ouvi-lo porque me dá a satsifação do "dever cumprido" e a certeza que é possível dar a volta à derrota de ontem.
E fica-me a certeza que não vou desistir do trabalho autárquico por não ter sido eleita para a AF. Daqui a quatro anos...é já daqui a quatro anos, a gente volta!! Se o que aprendi me servir de alguma coisa, nos servir a todos de alguma coisa, daqui a quatro anos, a gente volta à AF...da Freguesia, dos seus problemas, dos seus anseios não volto, porque não vou nunca sair. Nem permitir que o Bloco saia.
Quem me conhece na Pena sabe que pode contar comigo....como, tenho a certeza, sabe que pode contar com o Bloco de Esquerda.
Aqui, e antes de dar por encerrado este espaço (seguramente que outros espaços de intervenção local, surgirão), umas palavras em meu nome pessoal:
Quando fui eleita, em 2005, para a AF da Pena, nunca tinha tido qualquer trabalho autárquico. Tudo era novo. Não me entusiasmava por aí além, resquícios de anos de militância noutras paragens e com outras prioridades, e confesso que me perguntava amiúde "onde raio é que me fui meter" e "isto serve para quê, alguém me diz?'.
Foram quatro anos intensos. Agitados, mas, sobretudo, muito gratificantes. Sentirei a falta.
Para além da preocupação com quem vai ficar no leme da minha Freguesia, sinto-me triste por sentir que interrompo um caminho...que não fui capaz de evitar que o Bloco interrompesse um caminho.
Os votos pertencem aos eleitores, não me canso de repetir. Disse-o na última AF, a que não se chegou a realizar, por inteira e exclusiva responsabilidade de todos os vencedores da noite de ontem, que em democracia se ganha e se perde...O Bloco perdeu e eu, como seu representante na Freguesia, também perdi.
Ficam-me duas certezas, que me servem, não de consolo, mas de estímulo: tenho a certza que em todos os que que conviveram comigo durante estes anos, "matei" o cliché que o Bloco é sempre opisição por ser oposição, que somos sectários, arrogantes, irrealistas, que não queremos resolver problemas nem apresentar soluções mas, apenas, fazer oposição. Ontem ouvi-o de todas as forças políticas e apesar das divergências e de, em parte dos casos, estarmos, claramente, e ter estado sempre, claramente, durante quatro anos, do "outro lado da barricada", soube-me bem ouvi-lo porque me dá a satsifação do "dever cumprido" e a certeza que é possível dar a volta à derrota de ontem.
E fica-me a certeza que não vou desistir do trabalho autárquico por não ter sido eleita para a AF. Daqui a quatro anos...é já daqui a quatro anos, a gente volta!! Se o que aprendi me servir de alguma coisa, nos servir a todos de alguma coisa, daqui a quatro anos, a gente volta à AF...da Freguesia, dos seus problemas, dos seus anseios não volto, porque não vou nunca sair. Nem permitir que o Bloco saia.
Quem me conhece na Pena sabe que pode contar comigo....como, tenho a certeza, sabe que pode contar com o Bloco de Esquerda.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Notas finais
A poucas horas de terminar a campanha, meia dúzia de notas breves.
Não vimos o PS fazer campanha nas ruas da Pena. Os panfletos que havia, ou tinham uma carta do cabeça de Lista e actual Presidente, eleito pelo PSD, ou eram panfletos da candidatura de António Costa à CML. Duvido que haja algum eleitor da pena que saiba os nomes da lista completa do PS à AF, que tudo parece indicar ter passado à clandestinidade...
Vimos a Lista de Independentes a fazer campanha...mas não consegui perceber qual a análise que fazem do Mandato onde o seu cabeça de lista participou, eleito pelo PSD, fiquei sem entender quem apioam para a CML e para a AM, porque se recusaram a responder...nem entendi o que distingue o seu programa do programa do PSD. Para além disso deixam a marca da intolerância, com panfletos colados sobre cartazes rasgados de outras candidaturas.
A Direita andou activa. Pelo que me foi dado compreender, os eleitores da Pena conhecem demasiado bem, para além do programa, os seus candidatos para se deixarem ludubriar.
A CDU esteve igual a si própria. Nunca nos cruzámos pelas ruas, sabemos que as percorremos mas não cairemos na tentação de, porque nunca os encontramos dizermos ou insinuarmos que não fizeram campanha. O problema com a CDU não é a campanha...é a eterna dúvida, infelizmente alicerçada no passado, se estará disponível para participar em executivos de Direita, no Domingo à noite.
O Bloco procurou fazer uma campanha honesta.Fomos claros no programa, esclarecemos quem nos pediu esclarecimentos, entregamos propaganda a quem a recebia de bom grado e respeitando sempre quem a recusava. Percorremos as ruas da Freguesia, uma a uma. Chegámos ao último dia de campanha com a consciência do dever cumprido. Como já tinhamos chegado ao final do mandato.
Reiteramos o compromisso essencial: queremos ser alternativa e não oposição. Para isso e por isso, seja qual for o resultado de Domingo, o Bloco esará onde tem que estar. Na Assembleia de Freguesia mas também na rua. Aceitamos humildemente a critica de que nos viram pouco nas ruas desde as últimas eleições. Como eleita em 2005, assumo cabalmente essa auto-critica. Como cabeça de lista, comprometo-me a aprender com os erros. Como membro de uma equipa, sei que todos comungamos deste compromisso.
Até Domingo, para festejar a viotória dum grande resultado do Bloco e a derrota do centrão.
Não vimos o PS fazer campanha nas ruas da Pena. Os panfletos que havia, ou tinham uma carta do cabeça de Lista e actual Presidente, eleito pelo PSD, ou eram panfletos da candidatura de António Costa à CML. Duvido que haja algum eleitor da pena que saiba os nomes da lista completa do PS à AF, que tudo parece indicar ter passado à clandestinidade...
Vimos a Lista de Independentes a fazer campanha...mas não consegui perceber qual a análise que fazem do Mandato onde o seu cabeça de lista participou, eleito pelo PSD, fiquei sem entender quem apioam para a CML e para a AM, porque se recusaram a responder...nem entendi o que distingue o seu programa do programa do PSD. Para além disso deixam a marca da intolerância, com panfletos colados sobre cartazes rasgados de outras candidaturas.
A Direita andou activa. Pelo que me foi dado compreender, os eleitores da Pena conhecem demasiado bem, para além do programa, os seus candidatos para se deixarem ludubriar.
A CDU esteve igual a si própria. Nunca nos cruzámos pelas ruas, sabemos que as percorremos mas não cairemos na tentação de, porque nunca os encontramos dizermos ou insinuarmos que não fizeram campanha. O problema com a CDU não é a campanha...é a eterna dúvida, infelizmente alicerçada no passado, se estará disponível para participar em executivos de Direita, no Domingo à noite.
O Bloco procurou fazer uma campanha honesta.Fomos claros no programa, esclarecemos quem nos pediu esclarecimentos, entregamos propaganda a quem a recebia de bom grado e respeitando sempre quem a recusava. Percorremos as ruas da Freguesia, uma a uma. Chegámos ao último dia de campanha com a consciência do dever cumprido. Como já tinhamos chegado ao final do mandato.
Reiteramos o compromisso essencial: queremos ser alternativa e não oposição. Para isso e por isso, seja qual for o resultado de Domingo, o Bloco esará onde tem que estar. Na Assembleia de Freguesia mas também na rua. Aceitamos humildemente a critica de que nos viram pouco nas ruas desde as últimas eleições. Como eleita em 2005, assumo cabalmente essa auto-critica. Como cabeça de lista, comprometo-me a aprender com os erros. Como membro de uma equipa, sei que todos comungamos deste compromisso.
Até Domingo, para festejar a viotória dum grande resultado do Bloco e a derrota do centrão.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Os últimos dias da AF da Pena...
Há pouco, no meio daquela que se pretendia ser a última Assembleia de Freguesia da Freguesia da Pena, fartei-me de tentar encontrar uma expressão que descrevesse o que foram estes quatro anos. Em falta de melhor falei em comédia burlesca. Sei que a expressão pecou por defeito.
A Assembleia não se realizou porque não houve quorum...não houve quorum porque os eleitos do PSD se zangaram com o PSD porque o PSD não os convidou para a lista do Santana e se zangaram com o Presidente da Junta porque o Presidente da Junta agora é cabeça de lista pelo PS e porque, segundo um elemeto do PSD presente pelo público, são uma nódoa para o PSD, mas só devem ser agora, porque até hoje o PSD nunca retirou a confiança política nem aos seus eleitos nem ao Executivo...
E nãoo houve quorum porque há três meses os eleitos do PS resignaram por divergências com o PS, que obviamente respeito. O problema é que ficámos todos sem perceber se os outros membros da lista também tinham divergências com o PS e, por isso, não tomaram posse, ou se se estiveram borrifando para os compromissos que tinham assumido, ao fazerem parte de uma lista, e não se quiseram dar ao trabalho de tomar posse. Um dos elementos do PS que então resignou por divergências com o PS é agora candidato do ...PS. O PS, como Partido nunca se deu um passo para resolver a questão de ter ficado sem representação política na AF.
Este fim-de-semana o Presidente da Junta, candidato pelo PS e mais o único elemento da Junta ainda em funções, eleito pelo PSD, cabeça de lista duma lista de independentes com o sugestivo nome de "A Pena é a nossa famíla", ( o 3º eleito pelo PSD, que deveria fazer parte do Executivo para que este estivesse em situação legal, nunca mais lá apareceu, a não ser para assinar as actas), decidiram unir esforços e fazer as suas acções de campanha fazendo a festa da cerveja alemã no Campo Santana, com o dinheiro da Junta, obviamente.
Isto pode parecer confuso para quem está de fora...garanto que é bem mais para quem está de dentro. Pelo meio e esta é a parte dramática da comédia, gastaram-se quatro anos em que a Freguesia ficou mais pobre, mais abandonada e mais envelhecida.
A Assembleia não se realizou porque não houve quorum...não houve quorum porque os eleitos do PSD se zangaram com o PSD porque o PSD não os convidou para a lista do Santana e se zangaram com o Presidente da Junta porque o Presidente da Junta agora é cabeça de lista pelo PS e porque, segundo um elemeto do PSD presente pelo público, são uma nódoa para o PSD, mas só devem ser agora, porque até hoje o PSD nunca retirou a confiança política nem aos seus eleitos nem ao Executivo...
E nãoo houve quorum porque há três meses os eleitos do PS resignaram por divergências com o PS, que obviamente respeito. O problema é que ficámos todos sem perceber se os outros membros da lista também tinham divergências com o PS e, por isso, não tomaram posse, ou se se estiveram borrifando para os compromissos que tinham assumido, ao fazerem parte de uma lista, e não se quiseram dar ao trabalho de tomar posse. Um dos elementos do PS que então resignou por divergências com o PS é agora candidato do ...PS. O PS, como Partido nunca se deu um passo para resolver a questão de ter ficado sem representação política na AF.
Este fim-de-semana o Presidente da Junta, candidato pelo PS e mais o único elemento da Junta ainda em funções, eleito pelo PSD, cabeça de lista duma lista de independentes com o sugestivo nome de "A Pena é a nossa famíla", ( o 3º eleito pelo PSD, que deveria fazer parte do Executivo para que este estivesse em situação legal, nunca mais lá apareceu, a não ser para assinar as actas), decidiram unir esforços e fazer as suas acções de campanha fazendo a festa da cerveja alemã no Campo Santana, com o dinheiro da Junta, obviamente.
Isto pode parecer confuso para quem está de fora...garanto que é bem mais para quem está de dentro. Pelo meio e esta é a parte dramática da comédia, gastaram-se quatro anos em que a Freguesia ficou mais pobre, mais abandonada e mais envelhecida.
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